A obra foi aprovada por um valor. Seis meses depois, o valor é outro, e ninguém sabe apontar exatamente onde ele mudou. Esse é o cenário que o orçamento e controle de custos de obra existe para impedir — não porque elimina imprevisto, mas porque mostra o desvio enquanto ele ainda é pequeno.
A BIMGO Engenharia elabora e audita orçamentos e acompanha o custo de obras para condomínios, construtoras, incorporadoras e investidores, sob responsabilidade técnica de engenheiro civil registrado no CREA-SP.
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São duas etapas encadeadas. O orçamento estabelece quanto a obra deve custar, item a item, antes de começar. O controle de custos acompanha, durante a execução, quanto ela está de fato custando — e compara uma coisa com a outra.
Orçamento sem controle é uma previsão que ninguém confere. Controle sem orçamento é um extrato bancário: mostra o que saiu, não diz se deveria ter saído.
O orçamento sério parte do quantitativo — a medida real de cada serviço extraída do projeto — e não de uma estimativa por metro quadrado. Sobre cada serviço monta-se a composição de custo unitário: material, mão de obra, equipamento e produtividade. Depois entram os custos indiretos: canteiro, administração local, equipe técnica, seguros, tributos e a margem do construtor, o conjunto usualmente tratado como BDI.
É por isso que dois orçamentos com o mesmo valor final podem ser completamente diferentes. Um pode ter quantitativo correto e margem apertada; o outro, quantitativo subestimado e margem confortável — e este segundo vai buscar a diferença em aditivo, mais adiante.
Nenhum desses itens é imprevisível. Todos são previsíveis por quem já viu a obra acontecer, e um trabalho de orçamento e controle de custos de obra começa justamente por caçar esses itens.
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Poucas obras estouram por um erro grande. A maioria estoura por uma sequência de aditivos pequenos, cada um justificado isoladamente, nenhum avaliado em conjunto.
A avaliação técnica de aditivo responde a três perguntas antes da aprovação: o serviço estava ou não no escopo contratado? Se não estava, o preço proposto é compatível com o mercado e com as composições do próprio contrato? E qual o impacto acumulado desse aditivo somado a todos os anteriores? Um bom orçamento e controle de custos de obra mantém esse acumulado sempre visível, e não apenas o pedido da vez.
O orçamento e controle de custos de obra atende síndicos e administradoras que precisam aprovar rateio e justificá-lo em assembleia; construtoras que querem validar a própria formação de preço antes de propor; incorporadoras que trabalham com margem definida e não podem absorver desvio; e investidores que precisam de leitura independente do custo antes de aportar.
Os dois, conforme a necessidade. Quando a obra ainda não foi contratada, elaboramos o orçamento-base com discriminação de serviços conforme a ABNT NBR 12722, para o contratante distribuir aos prestadores. Quando já há proposta na mesa, auditamos item a item — quantitativo, preço unitário, escopo — e avaliamos também a capacidade técnica do prestador para o serviço em questão.
Normalmente porque não estão orçando a mesma coisa. Escopo, especificação de material, critério de perda e composição de custo indireto variam entre propostas. Comparar apenas o valor final leva à escolha errada com frequência.
Sim, e o orçamento e controle de custos de obra continua valendo a pena. Mesmo com preço fechado, o controle serve para verificar se o escopo entregue corresponde ao contratado e para avaliar tecnicamente os aditivos, que são justamente o ponto em que o preço global deixa de ser global.
Dá. Nesse caso levantamos o que já foi executado e pago, estabelecemos uma linha de base a partir da situação atual e passamos a controlar dali em diante.
Não prometemos percentual de economia — seria irresponsável e o CREA veda promessa de resultado. O que o serviço entrega é visibilidade: você passa a saber para onde o dinheiro está indo e a decidir com informação verificada.
Se você vai aprovar um valor, comparar propostas ou entender por que a obra está custando mais do que o combinado, o caminho é abrir a planilha e olhar item por item. Descreva o tipo de obra, a fase e o formato do contrato para receber uma proposta de escopo.
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