O disjuntor desarma toda vez que o chuveiro liga junto com o micro-ondas. Alguém troca o disjuntor por um maior, para de desarmar, e o problema passa a ser outro: o fio continua o mesmo, aquecendo dentro da parede sem nada para interromper. Esse é o retrato de uma instalação feita sem projeto elétrico — e é assim que o improviso vira risco de incêndio.
A BIMGO Engenharia desenvolve projetos de instalações elétricas prediais em todo o estado de São Paulo, sob responsabilidade técnica de engenheiro civil registrado no CREA-SP, com pós-graduação em BIM Manager.
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Ele parte de uma pergunta simples e responde a ela com número: quanta energia essa edificação vai consumir, quando, e por onde essa energia vai passar. A partir daí define:
O documento vira, na prática, o manual da instalação. Anos depois, quando alguém precisar mexer, é ele que diz por onde passa o quê.
Aqui mora o erro mais comum. O disjuntor não existe para permitir que o circuito funcione: existe para desligar antes que o condutor aqueça além do que suporta. Trocar por um de corrente maior sem trocar o fio remove exatamente a proteção que impedia o superaquecimento. O circuito para de desarmar e passa a aquecer em silêncio, dentro do eletroduto, atrás do revestimento.
O caso clássico em reforma: o ar-condicionado novo é ligado no circuito de tomadas que já existia, porque “tinha ponto perto”. Não é questão de tomada perto. É questão de o circuito ter sido dimensionado para outra carga.
Instalação elétrica malfeita tem três formas de cobrar a conta. A primeira é o incêndio, que começa no condutor subdimensionado ou na emenda mal executada dentro da parede. A segunda é o choque, que o aterramento e o dispositivo diferencial residual existem para evitar — e que a maioria das instalações antigas simplesmente não tem. A terceira é a queima de equipamento, por oscilação, falta de proteção contra surto ou neutro mal resolvido.
Há ainda o efeito que ninguém pensa na hora: seguradora e perícia olham a instalação. Sinistro em imóvel com instalação irregular costuma render discussão longa sobre cobertura. O dimensionamento segue as normas técnicas aplicáveis, entre elas a NBR 5410, que trata das instalações elétricas de baixa tensão, e a emissão é acompanhada de ART.
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A compatibilização evita o conflito de sempre: eletroduto e tubulação disputando o mesmo forro, ou passagem prevista onde há viga. Resolvido no modelo, custa uma alteração de traçado. Resolvido no canteiro, custa furo em elemento estrutural e improviso registrado em lugar nenhum.
Atendemos proprietários que vão construir ou reformar; empresas que vão instalar uma unidade e precisam dimensionar a entrada de energia; construtoras que precisam das disciplinas coordenadas antes da execução; e condomínios com instalação antiga que precisa ser adequada antes de virar ocorrência.
São papéis diferentes. O eletricista executa; o dimensionamento das cargas, dos condutores e das proteções é atribuição de profissional habilitado e é o que se documenta com ART. Boa execução sobre dimensionamento errado continua sendo instalação errada.
Às vezes, parcialmente. Depende do estado, da seção dos condutores e da carga nova. Aproveitar sem verificar é o caminho mais curto para o circuito sobrecarregado. A avaliação define o que fica e o que é substituído.
São disciplinas próprias, definidas na proposta conforme a necessidade da edificação. Descreva o imóvel e o uso e informamos o que está incluído no escopo.
O dimensionamento e as peças técnicas necessárias são entregues no formato exigido. O acompanhamento do processo junto à concessionária é definido no escopo contratado.
Porque são cargas altas e contínuas. Compartilhar linha com tomadas comuns leva o condutor a trabalhar próximo do limite, o que causa aquecimento, queda de tensão e desarme frequente. Circuito exclusivo é dimensionamento, não luxo.
Conte o tipo de imóvel, a área, o uso pretendido e os equipamentos que vão funcionar ali. Com isso definimos o escopo, a necessidade de disciplinas complementares e o orçamento.
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