Projeto Elétrico em São Paulo

O disjuntor desarma toda vez que o chuveiro liga junto com o micro-ondas. Alguém troca o disjuntor por um maior, para de desarmar, e o problema passa a ser outro: o fio continua o mesmo, aquecendo dentro da parede sem nada para interromper. Esse é o retrato de uma instalação feita sem projeto elétrico — e é assim que o improviso vira risco de incêndio.

A BIMGO Engenharia desenvolve projetos de instalações elétricas prediais em todo o estado de São Paulo, sob responsabilidade técnica de engenheiro civil registrado no CREA-SP, com pós-graduação em BIM Manager.

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O que define o projeto elétrico

Ele parte de uma pergunta simples e responde a ela com número: quanta energia essa edificação vai consumir, quando, e por onde essa energia vai passar. A partir daí define:

  • Previsão de cargas — iluminação, tomadas de uso geral e de uso específico, equipamentos e climatização
  • Demanda e padrão de entrada — o que se contrata da concessionária
  • Divisão dos circuitos — separando o que não pode compartilhar linha
  • Seção dos condutores — a bitola do fio para cada circuito, considerando corrente, comprimento e forma de instalação
  • Dispositivos de proteção — disjuntores, dispositivos diferenciais residuais e proteção contra surtos
  • Aterramento e equipotencialização
  • Quadros de distribuição, com diagrama unifilar e identificação de cada circuito

O documento vira, na prática, o manual da instalação. Anos depois, quando alguém precisar mexer, é ele que diz por onde passa o quê.

Proteção não é o disjuntor “que aguenta”

Aqui mora o erro mais comum. O disjuntor não existe para permitir que o circuito funcione: existe para desligar antes que o condutor aqueça além do que suporta. Trocar por um de corrente maior sem trocar o fio remove exatamente a proteção que impedia o superaquecimento. O circuito para de desarmar e passa a aquecer em silêncio, dentro do eletroduto, atrás do revestimento.

Quando o projeto elétrico é necessário

  • Construção nova, residencial, comercial ou industrial
  • Reforma que acrescenta pontos, ar-condicionado, chuveiro elétrico ou cozinha equipada
  • Mudança de uso — clínica, restaurante e academia têm carga muito acima de uma residência
  • Aumento de carga junto à concessionária
  • Instalação antiga, com fiação sem identificação, sem aterramento ou sem dispositivo diferencial
  • Sintoma recorrente — disjuntor desarmando, tomada esquentando, luz oscilando quando um equipamento liga

O caso clássico em reforma: o ar-condicionado novo é ligado no circuito de tomadas que já existia, porque “tinha ponto perto”. Não é questão de tomada perto. É questão de o circuito ter sido dimensionado para outra carga.

Segurança é o objetivo, não um detalhe

Instalação elétrica malfeita tem três formas de cobrar a conta. A primeira é o incêndio, que começa no condutor subdimensionado ou na emenda mal executada dentro da parede. A segunda é o choque, que o aterramento e o dispositivo diferencial residual existem para evitar — e que a maioria das instalações antigas simplesmente não tem. A terceira é a queima de equipamento, por oscilação, falta de proteção contra surto ou neutro mal resolvido.

Há ainda o efeito que ninguém pensa na hora: seguradora e perícia olham a instalação. Sinistro em imóvel com instalação irregular costuma render discussão longa sobre cobertura. O dimensionamento segue as normas técnicas aplicáveis, entre elas a NBR 5410, que trata das instalações elétricas de baixa tensão, e a emissão é acompanhada de ART.

Peça a avaliação da carga elétrica do seu imóvel

Como conduzimos o projeto elétrico

  1. Leitura da arquitetura e do uso previsto de cada ambiente
  2. Levantamento de cargas, incluindo o que você pretende instalar depois — e não só o que existe hoje
  3. Cálculo de demanda e definição do padrão de entrada
  4. Divisão de circuitos e dimensionamento de condutores e proteções
  5. Traçado de eletrodutos e caixas, com prumadas e encaminhamentos definidos
  6. Compatibilização em BIM com estrutura, hidráulica e arquitetura
  7. Detalhamento de quadros, diagramas unifilares e quadro de cargas

A compatibilização evita o conflito de sempre: eletroduto e tubulação disputando o mesmo forro, ou passagem prevista onde há viga. Resolvido no modelo, custa uma alteração de traçado. Resolvido no canteiro, custa furo em elemento estrutural e improviso registrado em lugar nenhum.

O que você recebe

  • Plantas com pontos de luz, tomadas, interruptores e encaminhamentos
  • Diagrama unifilar dos quadros
  • Quadro de cargas e cálculo de demanda
  • Especificação de condutores, eletrodutos e dispositivos de proteção
  • Detalhes de aterramento e equipotencialização
  • Memorial descritivo e lista de materiais para orçamento
  • Modelo BIM, quando o escopo contratado o incluir
  • ART do engenheiro responsável

Para quem

Atendemos proprietários que vão construir ou reformar; empresas que vão instalar uma unidade e precisam dimensionar a entrada de energia; construtoras que precisam das disciplinas coordenadas antes da execução; e condomínios com instalação antiga que precisa ser adequada antes de virar ocorrência.

Regiões atendidas

  • São Paulo capital — grande estoque de edifícios antigos, cujas instalações foram dimensionadas para uma época sem ar-condicionado e sem cozinha equipada
  • Grande São Paulo — ABC, Guarulhos, Osasco e região, com demanda industrial de carga elevada
  • Interior — Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e cidades próximas, onde galpões e agroindústria mudam o perfil de consumo
  • Litoral — Santos, Baixada e litoral norte, onde a maresia ataca quadros e conexões e exige atenção redobrada na especificação

Perguntas frequentes

Meu eletricista já sabe fazer. Preciso mesmo do projeto elétrico?

São papéis diferentes. O eletricista executa; o dimensionamento das cargas, dos condutores e das proteções é atribuição de profissional habilitado e é o que se documenta com ART. Boa execução sobre dimensionamento errado continua sendo instalação errada.

Dá para aproveitar a fiação existente na reforma?

Às vezes, parcialmente. Depende do estado, da seção dos condutores e da carga nova. Aproveitar sem verificar é o caminho mais curto para o circuito sobrecarregado. A avaliação define o que fica e o que é substituído.

O projeto inclui para-raios e cabeamento de rede?

São disciplinas próprias, definidas na proposta conforme a necessidade da edificação. Descreva o imóvel e o uso e informamos o que está incluído no escopo.

Vocês resolvem o aumento de carga com a concessionária?

O dimensionamento e as peças técnicas necessárias são entregues no formato exigido. O acompanhamento do processo junto à concessionária é definido no escopo contratado.

Por que separar circuito de chuveiro e ar-condicionado?

Porque são cargas altas e contínuas. Compartilhar linha com tomadas comuns leva o condutor a trabalhar próximo do limite, o que causa aquecimento, queda de tensão e desarme frequente. Circuito exclusivo é dimensionamento, não luxo.

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Conte o tipo de imóvel, a área, o uso pretendido e os equipamentos que vão funcionar ali. Com isso definimos o escopo, a necessidade de disciplinas complementares e o orçamento.

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